terça-feira, 12 de junho de 2018

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Conceitos gerais: agir, trabalho e formas de análise

ARQUIVO

"[...] o trabalho é uma forma de agir, ou uma prática, que seria própria da espécie humana." (p. 93)

"na espécie humana se desenvolveram atividades coletivas organizadas, destinadas a assegurar a sobrevivência dos membros do grupo, mas, nesse caso, elas se tornaram particularmente complexas e diversificadas, e algumas delas têm por objetivo a produção de bens materiais, podendo ser chamadas de atividades econômicas." (p. 93/94)

"[...] Com a emergência do capitalismo mercantil e, posteriormente, com o industrial, a atividade econômica progressivamente se distanciou dos outros tipos de atividades e de relações sociais, a ponto de se organizar, nas sociedades contemporâneas, em uma instituição não só autônoma, mas também dominante, que as outras instituições (principalmente a política) tentam regular e/ou controlar." (p. 94)

"Desde seu início, a emergência dessa forma de organização econômico-social exigiu processos implícitos ou informais de análise do trabalho." (p. 95)

"[...] Ela também gerou uma dualidade duradoura na concepção daquilo que é considerado como o trabalho: de um lado, os proprietários e/ou conceptores das empresas definem as condições de uma atividade econômica rentável e propõe modos de organização do trabalho em diversos setores, empregos e tarefas; de outro, os assalariados das empresas "vivem" seu agir nesse quadro como um trabalho sobre o qual constroem representações e avaliações, para o qual mobilizam, por vontade própria ou obrigatoriamente, uma parte de seus recursos comportamentais e psíquico-mentais" (p. 95)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O professor e sua rede de atividades

MATÊNCIO, M. L. M. Imagens do professor: agir e representações. In: LEURQUIN, E., COUTINHO, M.A., MIRANDA, F. Formação docente: textos, teorias e práticas. Campinas: Mercado das Letras, 2015, pp. 27-37

CONCEITOS E IDEIAS CENTRAIS

"...não se pode ignorar, em relação ao agir do professor, que o processor de sua formação é essencialmente um processo de aprendizagem, que se dá em eventos de interação - presenciais ou não, planejados ou não, entre dois ou mais sujeitos, tomando como referência o campo de estudo ou não, numa relação assimétrica ou não, em aula, seminário ou conferêcia, estágio, leitura, escrita ou avaliação, etc. -, que ganham materialidade em práticas sociais (subordinadas ou não a padrões locais)." (p. 28)

"Nas redes de atividades, estão inscritos, materialmente falando, os eventos de escrita, de leitura, de análise e reflexão dos objetos de conhecimento que orientam a construção da competência profissional do professor [...]." (p. 29)

"O agir do professor - em formação inicial ou continuada, do professor formador ou em formação - constitui-se nessa rede de atividades, em que ações de linguagem recebem significação em razão de demandas [...] dos actantes, que agenciam saberes sobre como fazer e dizer [...] em razão do como como concebem o evento de interação em andamento." (p. 29)

"Há, assim, três dimensões implicadas na noção de atividade, a saber, é: (i) dirigida por uma finalidade previamente estabelecida na consciência; (ii) mediatizada por instrumentos (materiais ou semióticos) que se constituem como artefatos culturais; (iii) materializa-se em um produto social, que reflete e refrata tanto a ação do indivíduo como a do grupo que empreende tal atividade." (p. 30)

"[...] os espaços da atuação do professor na ambiência escolar devem ser vistos como múltiplos, pois o seu fazer do profissional não se limita às tarefas da sala de aula." (p. 32)

"[...] as atividades que definem o fazer do professor contemplam inúmeras práticas discursivas da esfera em foco, muitas das quais preveem uma construção coletiva, reguladas pelo projeto político-pedagógico da escola/curso, cujas orientações e concepções expressam - porque pressupõem - modos e os meios de produção e circulação e recepção de saberes sobre como fazer e dizer na escola." (p. 32)

"Resta saber se o formador identifica os diferentes posicionamentos dessas alunas nas atividades em que pretende engajá-las e, mais ainda, se consegue estabelecer com elas uma relação de escuta e de esclarecimento das razões pelas quais daz determinadas escolhas para a efetivação do processo formativo." (p. 36)